Regulamento Concurso Rapidinhas

Para quem me segue e gosta de escrever, olhe esta oportunidade. Concurso com direito a vídeo e presentinho para os que se classificarem, claro.

E então?

Começa hoje, dia Primeiro de Maio.

Vai na Página das Contistas, nessa publicação e pegue a primeira palavra.

Pode ser uma imagem de texto que diz "Rapidinhas Concurso Rapidinhas de a 3 de maio ASCOTISTAS AS CONTISTA microcontos Já está na página @AsContistas O post do Concurso Rapidinhas. Corre lá."

por mim (Tema: canção de Frejat)

Por mim

Anteriormente publicada no Recanto das Letras.

Por Você", tem Frejat acústico na sexta - Jundiaqui

Por mim

Dance um tango no teto, mas, ensine-me.

Não precisa limpar os trilhos do metrô…

Aqui nem tem este meio de transporte. 

É furar o chão e dar água!

E nem precisa vir a pé, venha de avião 

De São Paulo a Manaus, mas venha logo!

Aceite a vida como ela é, mas ao meu lado.

Nada da viagens ao inferno! Nem  a prazo, nem à vista. 

Tome banho gelado, mas no inverno de Manaus, pois, você não vai passar mal.

Por você, beba menos, 

Não precisa ficar rico num mês e nem ‘na’ vida toda.

Nem durma de meia. Detesto burguês.

Por mim, seja sempre alegre

Pinte todo o céu  de vermelho, mas deixe-me escolher o tom.

Nada de ter mais herdeiros que um coelho…

Não mude seu nome, mude o meu.

Nada de greve de fome, por favor, lhe quero forte!

Mas por amor, deseje-me todos os dias por sua mulher.

Manaus, 2015

Museu do Ipiranga – São Paulo [Revista Biografia]

Museu do Ipiranga – São Paulo [Elisabeth Lorena Alves]

Museu do Ipiranga – São Paulo
Olá amigos leitores, eis-me aqui mais uma semana para falar de minha querida São Paulo. Desta vez não vamos visitar um bairro, vamos conhecer um monumento histórico que faz parte do cenário de minha querida capital, o Museu Paulista, mas conhecido por Museu do Ipiranga.
Bem, talvez esta visita virtual ao Museu do Ipiranga fosse melhor orientada por um guia ou professor de História, mas como não sou nenhum, nem outro, tentarei acompanhá-los através de meus parcos conhecimentos e de lembranças de outros que, de fato, andaram por estes corredores centenários e subiram estas escadas majestosas.
O Museu esta localizado no Parque Independência, marco Histórico Nacional e está localizado na colina do Ipiranga. Sua área de cerca de 161.300 m², tornada parque público em 1989, abriga importante patrimônio histórico, cultural e ambiental, o Museu Paulista, o riacho do Ipiranga, a Casa do Grito, o Monumento à Independência, seus jardins e chafarizes e o bosque.
Criado para ser apenas um Monumento em honra a Independência, foi transformado em Museu e, desde então, iniciou a concepção de seu acervo. Levou cinco anos para ser construído, como cinco anos levou para sua maquete  ser construída. Na maquete existem dois prédios, sendo um anexado em cada lado os quais não foram construídos por falta de verba. A construção foi custeada pelos fazendeiros e empresários paulistas e foi criada, ainda, uma Loteria para complementar o dinheiro necessário.
 
A primeira curiosidade sobre este Museu, que parece um Palácio europeu, são seus jardins. Na verdade, uma réplica dos jardins do Palácio de Versailles, obra do paisagista Arsênio Puttemans, claro que em tamanho resumido.
Importante para a cultura e lazer em São Paulo e claro, para os moradores do bairro que o agrega, o Ipiranga, o Museu tem por vizinha a “Praça das Mães”, um santuário de brincar onde mães e babás levam as crianças para brincar e passear. Além da Praça tem uma pista de corrida, onde pessoas se exercitam. Na frente do Museu, tem o Parque da Independência, usado pelos skatistas e corredores de patins para executar suas manobras, amigos e familiares andam de bicicleta e os mais corajosos arriscam andar pela grama com pés descalços e pensamento longe.
Particularmente sinto interesse pelo lugar a noite. Ando pelos arredores do Museu e boa Parque imaginando as pessoas que viveram por aqueles lugares na época do “Grito” e, depois, quando se tornou um lugar tão importante. Para ser sincera tem-se a impressão que existe outro tipo de vida, outro tipo de respirar, além do nosso presente no local.
O Museu foi construído às margens do curso d’água que lhe empresta o nome – porque não é um rio de fato – é um riacho. E o nome Ipiranga tem origem nos índios Guaianases, habitantes antigos de São Paulo, significando água vermelha. Este espaço reúne peças do período imperial, principalmente às ligadas a Independência. Tem em suas dependências uma casa de pau-a-pique, a mesma que aparece no quadro “O Grito do Ipiranga” de Pedro Américo, tendo sido construída provavelmente no ano de 1884. Na verdade os historiadores dizem e desdizem sobre a existência ou não da Casa quando do Grito memorável acontecido em suas cercanias. A propósito, não deixe de prestar atenção no quadro “O Grito do Ipiranga” de Pedro Américo. Afinal você já o viu na maioria dos livros de História do Brasil que você usou durante sua vida escolar, nada como vê-lo de perto e rever traços conhecidos e conhecer os que os livros não puderam reproduzir ou captar. Além deste famoso quadro, há uma aquisição de 2010 que enriquece o acervo do Museu e o representa, é a tela ‘Paisagem do Campo do Ipiranga’ do pintor Antônio Parreira, pintada em 1893, representa o Museu quando recém-inaugurado. Antônio Parreira nasceu em 1860 e morreu em 1957.
Projeto arquitetônico do italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, o Museu é de fato um Palácio rico em detalhes, mas o ar etéreo dado pela arquitetura renascentista abre nossos olhos para a realidade quando vemos o primeiro carro do Serviço Sanitário da cidade, de fabricação francesa. Era usado para a vaporização de formol, com o intuito de combater as epidemias que destruíam os sonhos dourados dos paulistanos. Este carro sanitário era puxado por dois burros e seus trabalhos começaram em 1891. Outro serviço público representado é Corpo de Bombeiros. Estão expostos dois carros que eram puxados a tração animal, ou seja, era puxado por burros.
O museu é composto em três partes: o subsolo, térreo e primeiro andar. Em cada um deles existem salas temáticas que reproduzem uma parte da história de nossa cidade e do país. Só que o subsolo é área proibida ao público. Ali estão guardadas muitas obras que só saem dali quando usadas em exposições específicas. 
 
A Escadaria do Museu é um espetáculo à parte. Ela em si já é uma obra de arte, representa o sofrível Rio Tietê. Sobre seus corrimãos estão colocados ânforas de cristal com base de bronze com amostras das águas dos rios brasileiros que foram navegados pelos Bandeirantes. 
Estas ânforas estão suspensas por suportes de bronze e, estes suportes, são obras do belga Adrien-Henri-Vital Van Emelen. Esta obra foi solicitada pelo então diretor da instituição, Afonso D’Escragnolle Taunay. As duas primeiras foram instaladas em 1928 e carregavam as águas, misturadas, dos cursos de rios localizados nos extremos do país: Oiapoque e Chuí (Norte e Sul) em uma, e Capibaribe e Javari (Leste e Oeste) na outra. É grande a importância de Afonso Taunay para o processo histórico do Museu, isso graças a seu profundo conhecimento sobre   o bandeirismo paulista e  período colonial brasileiro. Ainda sobre as ânforas, foram colocadas, em 1930, as outras dezesseis peças  que completam o conjunto, estas com as águas dos rios: Tocantins, Parnaíba, Paraíba, Carioca, Madeira,  Paraná, Capibaribe, São Francisco, Paraguai, Amazonas,  Negro, Uruguai, , Piranhas-Açu, Doce, Jaguaribe e Tietê. Os recipientes de cristal tem capacidade de 10 litros. A única troca de água foi feita em 1991.
Do meio da escadaria podem-se ver vultos históricos importantes da História de São Paulo representados em estátuas, pinturas e bustos, além de poder olhar o teto com figuras de paulistas que foram importantes para a História brasileira.
Só ali na Escadaria se tem acesso a grande parte da História Brasileira, passando por todas as suas evoluções e descobertas, como também se pode conhecer a fundação das cidades que foram edificadas por todo o Brasil por nativos paulistas.
 
Ainda, aqui, podemos ver uma obra monumental de Rodolfo Bernardelli, uma peça de grande valor histórico, a escultura de D. Pedro I. Toda confeccionada em bronze, garboso e em atitude desafiante, parece nos provocar a entrar para conhecer nossa História. Ladeando a construção da Escadaria, estão expostas outras obras de bronze representando os estados que foram desligados de São Paulo, e as figuras que os representam são de bandeirantes.
Queridos, como nosso passeio hoje é pela minha memória e imaginação, não pense que estamos visitando o Museu sala a sala, nossa visita é aleatória e num momento estamos nas Escadarias belas e no outro estamos visitando o Mausoléu da família Imperial. Falando nele, o Mausoléu da família Imperial é uma construção magnífica, imponente e não perde em nada para grandes construções em memória aos mortos de todo o mundo, não fica nada a dever nem mesmo aos monumentos europeus, como dizem alguns dos visitantes do nosso Museu.
O Monumento à Independência foi construído a partir de um concurso público. A obra foi inaugurada em 1922 quando da comemoração do Centenário da independência. É composta por cerca de 131 peças de bronze, sendo que as esculturas da parte superior simbolizam a força, a justiça e a sabedoria. No subsolo encontra-se a Cripta Imperial com os restos mortais da família de D. Pedro I.
Ali nas escadarias do Mausoléu estão representados dois dragões, símbolo da Dinastia dos Bragança.
Atente para a beleza dos túmulos de Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia: Talvez seja adequado detalhar a cripta onde estão abrigados os restos mortais das três figuras imperiais ali guardadas. A cripta foi construída com riquezas de detalhes e tem o teto em mármore amarelo, além de granito lapidado escuro e esverdeado, originários de Ubatuba.  Nas paredes, ao fundo dos nichos, encontram-se esferas armilares, instrumentos da astronomia, usado como símbolo do período dos descobrimentos marítimos portugueses.  Na cripta está, desde 1972, ano do sesquicentenário da Independência, os restos mortais de D. Pedro I. Sobre o sarcófago de D. Pedro I existe uma réplica da Coroa Imperial. Na parte frontal, estão colocados os brasões do Brasil Império e dos arqueduques e arqueduquesas da Áustria do século XIX. Na parte frontal, os brasões do País no tempo do Império e da Casa de Bragança. Os despojos da Imperatriz Leopoldina foram transladados em 1954, nas comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Os sarcófagos são em granito verde ornado com aplicações douradas com os respectivos nomes gravados na parte frontal. É uma beleza de se ver, afinal fazem parte de uma obra de arte.
 
O Museu é um espetáculo, mesmo os seus túmulos, como disse agora. Mas há muito mais a ser visto em nosso passeio. Existem pinturas diversas, quadros e esculturas maravilhosas… A beleza e grandiosidade dos móveis de madeira maciça e as carruagens do século XVIII. Estão expostas curiosidades incríveis como: as mechas do cabelo da Marquesa de Santos, da Princesa Isabel e das duas Imperatrizes que foram casadas com nosso Primeiro Imperador; as armas, trajes épicos e armaduras usadas naquela época; utensílios indígenas diversos e porcelanas; utensílios que pertenceram a figuras da história brasileira como imperadores, bandeirantes, políticos e barões paulistas do café… Estão ali muitos objetos da Revolução Constitucionalista de 1932 e uma sala reservada ao aviador Santos Dumont, pai da Aviação, com maquetes de seus aparelhos e objetos de uso pessoal. O Museu ainda possui em seu acervo, diversas joias, peças religiosas e documentos.  Ao todo são mais de 150 mil itens de material exposto. Um grande acervo de uma época específica, com toda a sua riqueza. O Museu do Ipiranga se compara em beleza aos Palácios de Versailles e Peterhof.
Outra curiosidade sobre nosso Museu. Nele esta exposta a maior tela pintada no Brasil. Medindo 7,60 x 4,15 m, é uma tela retangular onde esta retratada a  representação de  Dom Pedro I proclamando a independência do Brasil. É uma tela pintada por Pedro Américo de Figueiredo e Melo, no século XIX. Existem outros quadros expostos de outros artistas, tais como Oscar Pereira da Silva, Almeida Junior, Teodoro Braga e Benedito Calixto. Nas exposições permanentes, destaque para a obra do italiano Antônio Ferrigno (1863/1940) que representa em suas seis (6) pinturas a época da Indústria Cafeeira denominada ‘Labor, Lavoura, o Café’.
 
Além de seu quadro mais famoso sobre a Independência existem outras pinturas de artistas diferentes representando a cena mais importante de nossa libertação de Portugal. Cada uma destas representações colocam os mesmos personagens em posições diferentes, uma hora os colonos apenas assistem como no quadro de Pedro Américo, no outro fazem parte da cena de forma atuante. Tudo isto nos faz ver que os fatos podem ser vistos de modo diferente tanto por quem os vivem, quanto por quem os representam em forma artística.
Outra curiosidade do acervo do Museu é a coleção Egydio Colombo Filho, composta de 5.266 embalagens de balas, chicletes, pirulitos e chocolates. Na primeira exposição foram apresentadas 206 peças. Este acervo interessante conta muito sobre os hábitos dos consumidores mirins e adultos destas guloseimas e representa a evolução do desenho gráfico usado na apresentação dos produtos. Esta exposição eu não vi, me pergunto se havia por lá as embalagens do pirulito ‘Zorro’ e das célebres balas ‘Juquinha’ que fazem parte de minha história pessoal, junto com o delicioso ‘Dadinho’.
Por falar em coleção, o Museu possui uma de “ferros de passar”, que representam as várias formas destes instrumentos que podiam chegar a 5 quilos. Confeccionados em ferro, tinham entrada para o carvão, já outros eram esquentados no fogo. Acompanham a exposição fotos de senhoras de diversas classes sociais utilizando este instrumento. Comparando com nossos ferros leves e cheios de detalhes para facilitar o nosso trabalho doméstico, aqueles exemplares parecem mais instrumentos de tortura.
Tem uma grande coleção de instrumentos dos tropeiros. Peças que representam o seu dia a dia, malas, caixas de viagem, aparelhos pessoais, além de trajes típicos.
O museu possui inúmeros objetos que representam o Comércio da época, moedas diversas, máquina registradora, bonecas e roupas femininas e masculinas. Existe no museu uma coleção de fotos, propagandas, quadros e ilustrações que representam o crescimento do Comércio entre os séculos XIX e XX.
Na área reservada aos móveis, estão montadas salas que representam o modo de vida das pessoas, com cristais, porcelanas, utensílios pessoais e de uso familiar com as iniciais das famílias, toalhas e peças de toucador feminino e masculino. Uma curiosidade sobre as famílias de então, é a clara vaidade masculina, representada por escovas de pelos macios, pentes elaborados e outros objetos do cuidado pessoal masculino, já as mulheres tinham hábitos mais simples, tendo ao seu lado máquinas de costura, ferro de passar, caixas de costura e outros objetos que remetem aos afazeres femininos.
Há uma sala de exposição permanente que apresenta armas diversas, brancas e de fogo. Uma curiosidade sobre as armas de fogo é que elas eram bem acabadas e suas formas e detalhes mostravam  a importância econômica de seu dono. O velho orgulho do poder aquisitivo!
Tem também peças que nos levam a pensar na escravidão, como objetos de tortura e grilhões, além de toda a representação deste evento bárbaro de nossa História. Em contraponto há as representações dos colonos que vieram de outros países para trabalhar nas lavouras de café e a transformação desta Indústria, representada pelo aparecimento constante de novas máquinas para fazer o trabalho.
 

Voltando ao início de nosso Brasil, a Exposição permanente ‘Imagens recriam a História’, cenas comuns do descobrimento são representadas em telas relacionadas ao começo de nosso povo, partindo de 1500 através de figuras conhecidas desde nossos livros escolares e passando por obras ainda desconhecidas, em alguns casos. Nesta exposição mesclam-se, além das pinturas, objetos que correspondem aos fatos ali representados. Isto tudo agrupado de forma a fazer o visitante entender o artista, desde sua ótica, até a composição histórica do exposto.

A Biblioteca do Museu possui em suas prateleiras 70 mil títulos. Este acervo foi montado ao longo dos anos através de doação de particulares. 
Outra importância do Museu é seu setor de restauração que trabalha todas as obras para que elas não se desfaçam. As obras que chegam ao museu já com problemas devido as marcas do tempo, são cuidadas para que não se destruam, mas não são restauradas, pois o intuito dos curadores é manter a identidade da peça e uma intervenção de restauração que mude  a estrutura original é na verdade destruição do patrimônio cultural. Obviamente eu não pensava assim até ver certas obras e entender o que elas significam para o entender cultural.
Alguns detalhes a se considerar quando se planeja visitar o Museu.  As exposições do Museu Paulista estão abertas à visitação de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas. Para respeitar o ambiente e em respeito aos outros visitantes, o ideal é não falar alto, não usar celular com sons,  não se deve tocar nos objetos expostos, não ingerir nenhum tipo de bebidas, não consumir nenhum tipo de alimento, filmar ou fotografar. Na verdade são atitudes que devemos ter em qualquer museu ou teatro.
Existem projetos que incentivam a participação dos visitantes, onde eles são incentivados a participarem de  oficinas sobre pintura histórica. Estes projetos educativos são feitos em datas especiais e algumas vezes nas férias, atendendo crianças em idade escolar. Existem ainda a Contação de História com imagens onde é objetivando o conhecimento através dos objetos que ficam expostos.
Algo insólito para se considerar, é o fato de haverem fantasmas habitando e assombrando o Museu. Eles podem ser vistos na parte externa, nos corredores e salas e nos jardins, conforme relatos de visitantes, turistas e funcionários que afirmam ter visto estes seres desencarnados transitar, principalmente, pelos laboratórios e bibliotecas. Dizem que existe uma mulher que embala uma criança e que some quando alguém se aproxima, além de escravos arrastando correntes e outros mais.
O Museu é rodeado por um bosque de extrema beleza. Talvez seja necessário falar sobre sua origem interessante, pois ele hoje já não representa a ideia inicial. O bosque do Parque Independência foi pensado inicialmente para ser o Horto Botânico do Museu Paulista e foi criado em 1905 com projeto do primeiro diretor do museu, o senhor Hermann Von Ihering, ele pensou em uma “floresta científica” direcionada para a Educação Ambiental. Ele acreditava que o Horto deveria ser “destinado a estudar e mostrar as árvores de nossas matas e, por este motivo, não se planta neste parque outras mudas a não ser as da nossa rica flora indígena”. Para ele o Horto Botânico deveria representar a diversidade da flora brasileira. Segundo historiadores, na década de 1920 o horto estava organizado de forma a apresentar os biomas brasileiros, distribuídos entre matas e campos. Mas em 1939 o Horto Botânico do Museu Paulista deixou de existir, perdendo seu objetivo científico e didático inicial. Foi reorganizado para ser usado como um bosque de lazer e práticas esportivas e tem em seu solo belos exemplares de espécies nativas, como o pau-ferro, cedro, jatobá, embaúba e marinheiro, além de árvores frutíferas com jambeiro, embiruçu, pitangueira, goiabeira e algumas espécies exóticas como o pau-incenso e a falsa-seringueira. A presença de árvores frutíferas propicia alimentação e abrigo para a avifauna local, que inclui periquito-verde, bem-te-vi, tico-tico, sabiá-laranjeira, sanhaço e o pardal que foi introduzido na natureza local. Ainda tem o quero-quero, cambacica, anu-branco, rolinha, corruíra, e joão-de-barro. É uma área verde vasta e rica, que ocupa aproximadamente 32.000 m². Esta riqueza ambiental é responsável pela manutenção da diversidade da fauna e, claro, da melhoria das condições ambientais. Por falar em introduzir um pássaro na Natureza local, vale lembrar que o pássaro comum ao bairro do Ipiranga é o joão-de-barro.
Nos finais de semana algumas noivas vão à escadaria da frente do Museu e fazem ali suas fotos de Casamento. Aproveitam a beleza local e a bela luminosidade para juntar a História do país a sua própria.
Nossa visita vai terminando por aqui, mas se quiser poderá voltar pessoalmente e conhecer nosso Museu querido. São Paulo espera por você.

Realize um passeio interativo pela “Casa do Grito”, clicando aqui: Casa do Grito

 

Elisabeth Lorena  Alves – Alguém que não gosta de ficar parada, mas que estaciona frente a um bom livro e sonha com as palavras. Posta no Elisabeth Lorena Alves (www.eliselorena.blogspot.com.br

 

Escola e Educação – Nada de contestadores, apenas vaquinhas de presépio

Escola e Educação

Nossa Escola hoje cumpre seu papel, não educa as pessoas para serem contestadores e sim para ser apenas vaquinhas de presépio.

Sempre que vejo algum professor reclamar que a família deixa para  a Escola a responsabilidade de disciplinar e não apenas educar, percebo o qunato de erro foi cometido ao longo dos anos por estes profissionais.
Sim, é culpa da própria Escola a presente situação. A Escola anda forçando a Sociedade a aceitar seus termos e aparecem estes que se dizem  autoridade em Educação para cobrar das famílias que não castigue de forma violenta seus filhos. Na verdade, a maioria das famílias não usam de violência contra seus filhos. Usavam sim, certos meios de disciplina que estas  ditas autoridades Educacionais classificaram pouco ortodoxo.

Estes ditos como autoridades Educacionais foram  apresentados e louvados pela Escola, assim agora, quem tem o dever de reclamar de ter sobrado pra si a responsabilidade de disciplinar? A Escola deveria antes, ter passado tempo em inovar a Educação. Nas Escolas os professores vomitam conhecimento limitado, não criam os futuros cidadões como apregoa. Afinal, o que fazem na verdade é limitar o pensamento infantil e não fazem contestadores, como era de se esperar.

Infelizmente, no Brasil, as ditas Autoridades Educacionais fazem parte da geração que lutaram contra a Ditadura Brasileira. Foram contestadores, mas hoje aceitam o preço do suborno de seus ideais e lutam contra o que acreditavam antes.

Acredito que a Educação deve ser mudada, vivemos em um mundo tecnológico, as isformações chegam à população com a velocidade da luz se comparado à 20 anos atrás. E 20 anos atrás, os métodos educacionais eram os mesmos de hoje, não houve mudanças neste cenário. Tudo está como antes no quartel de abrantes, como diria os mais velhos.

Por outro lado existem outras apostas educacionais válidas, que poderiam ser usadas nas escolas. No Nordeste Brasileiro existe um projeto de Educação sem salas, que tem formado alunos de forma magnífica, indo para baixo das árvores e para beira de rios.

Existem brasileiros, como o educador Rubens Alves, que aposta no auto-conhecimento. E existem voluntários que jamais leram um tratado de educação, mas que tem obtido resultados explendidos em sala de aula.

Na verdade, a Educação no Brasil tem alimentado com alunos despreparados os projetos sociais que atendem nesta área. Claro que existem escolas públicas que lutam por uma educação diferenciada e que burlam este sistema pedagógico abortivo, que impede o aluno de crescer como ser humano e como cidadão.

E porque os pais não reclamam? Em que se baseariam para contestarem?  Eles não tem a mínima noção do que é certo ou errado. Em sua maioria são resultado desta Educação falha e tolhedora. Não se contesta quando não se tem noção de outra verdade.
Vivemos uma escola que não incentiva de fato a leitura, apenas impõe e, tudo o que é forçado não dá prazer. E se as famílias não tem o hábito da leitura, o aluno não se interessa mesmo em parar para ler algo. Até porque os professores não indicam uma leitura personalizada. Incentivar a leitura de fato é mostrar à criança que existem livros que falam sobre o que ele gosta.

E porque falo em criança e não em nível de educandos independente da idade? Oras, porque é na infância que incutimos na criança os valores que  lhe serão úteis em toda a vida.

Já tive aluno no Projeto Educacional que adminstrava, que aos 11 anos, já na Quinta Série, não sabia ler palavras como Imagem,Mensagem e Busca. Veja bem a situação! E pior, nem ter interesse em aprender, pois declarava, que se não repete, porque ia se esforçar em aprender.
Isto mesmo, não se esforçava porque não havia cobrança e desistiu do projeto porque tinha que ser avaliada e que para sair de um módulo para o outro. Sim, ela afirmou que se um dia precisasse daria um jeito. Era seu único argumento. E como as mãestrabalham e, em sua maioria vivem só ou não tem o apoio do companheiro para ajudar nos estímulos do filho para que este se dedique aos estudos.

NA verdade a nossa Sociedade está doente no todo e por isto mesmo a Educação nãoé prioridade.Temos pais ocupados, filhos desinteressados e professores sem preparo e sem vontade, porque a maioria dos professores não tem o amor  e para ser um profissional excelente, a pessoa procisa amar o que faz.

A Educação Brasileira precisa de profissionais apaixonados, pois só um apaixonado pode educar de forma a fazer novos apaixonados.

Conheço professores apaixonados que educam com amor e que burlam sim os métodos letais apresentados pelos nossos governantes e por seus capachos que se dizem Secretários e ministros de Educação.

Está na  hora de pensarmos melhor nesta questão vital.

Ester, uma mulher de estratégia


Ester – uma rainha com problemas – A heroina da Estratégia

Leitura Bíblica
Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?
Então disse Ester que tornassem a dizer a Mardoqueu:
Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci (Ester 4:14-16).
Ester 4 – 14
Introdução
A vida não é cor de rosa. Tem muitas outras cores, de belas matizes, cores diferentes e insinuantes, que estão espalahadas em tudo. Você só precisa observar melhor. Principes e Princesas até existem, mas nem mandam em seus paises, que hoje são em sua maioria parlamnetarista. Atue em sua vida como ator ou atris principal.Fuja da mesmice que arruina o mundo!
Estratégia é tudo
Você pode parecer figurante na vida. Mas continuar assim depende de você. Ester entrou na vida do rei Assuero apenas como mais uma.
Muitas outras mulheres foram levadas pelos soldados. Sim a tomada das jovens não foi algo singelo e romântico. Aquelas moças tinham noção de que se não fossem a escolhida seria deixada ali, na casa das concubinas, sendo chamadas apenas quando o rei se cansasse da rainha ou tivesse momentos de alta de sua libido. Estavam sendo lançadas ao esquecimento. Se tivessem filhos eles seriam até principes, um dos muitos, mais chance de tomar o lugar do pai teria o filho da escolhida.
Muitos lares sentiram-se enlutados quando as jovens foram levadas de suas casas. Muitos noivos perderam suas noivas, muitos casamentos arranjados foram desfeitos, muitas preferiam a morte a seguir a este destino. Hoje, muitas mulheres aproveitariam uma oportunidade desta e, talvez houvesse entre elas alguma que não se importasse com nada, exceto em ser uma das comcubinas do rei. As jovens foram levadas ã força e, Ester estava entre elas.
Ser comcubina do rei seria o fim para algumas delas. E para Hadassa não seria diferente. Ela era uma judia, serva do Deus Altíssimo, vivia sobre a Lei de Moisés, não se interessava pelas coisas que a maioria se interessava. Vivia uma doutrina monoteista, evitava coisas que para os outros eram comum. Hadassa abandonou seu nome, escondeu sua origem e tudo mais, obedecendo uma estratégia no mínimo maluca de seu pai de criação. Sim, para quem estava de fora da situação, a estratégia de Mordecai – Mardoqueu – era bastante audaciosa e maluca!
Quem era a desconhecida Hadassa? Uma órfã que vivia como exilada de sua terra, nos arredores de Susã. Tudo poderia dar errado. Quantas outras mulheres belas não foram conhecer o rei?
Ester não era diferente delas. Mas ela se aiu bem porque estava seguindo o conselho de seu pai. Nem sempre nós queremos ser assim, seguir um conselho, simplesmente porque teremos que abrir mão de nossos desejos, de nossos sonhos, de nosso nome. Diz a Palavra que aquele que de muito abre mão, será mais recompensado.
Ester ouviu o conselho. Entrou – como dizem alguns – na onda do maluco Mardoqueu, para ela, que conhecia a determinação daquele homem, que enfrentava com coragem Hamã, não se curvando a ele, mesmo arriscando sua vida. Mardoqueu acreditava que havia um propósito naquela história toda. Ele cria que algo mudaria a situação de sua filha.
Depois de escolhida, Ester passou a viver uma vida de rainha, mas seu poder era limitado à suas servas. O rei vivia envolvido com sua coroa, seu poder e suas colônias, afinal era o imperador do mundo. A doce Ester, que era na verdade uma mulher de garra, vê-se agora às voltas com os problemas do cotidiano de uma rainha. Banhos, roupas e festas e honrarias tão diferente de sua realidade anterior.
E no meio disto, acaba, sem saber, sendo sentenciada à morte por seu próprio marido. Ela e seu povo.
É quando a sua história muda de rumo. Ao ser comunicada da situação, Ester não entra em desespero, ela apenas confia no Senhor e assume seu papel como protagonista de sua própria História. 
Proclama um jejum e tanto seu povo, como ela e suas servas passam os dias em orações pedindo que Deus a ajude e que o rei veja seu pedido com bons olhos.
Deus dá vitória a seu povo através desta mulher.
E aquela mulher que passaria despercebida entre outras e morreria se calada continuasse, atendeu ao chamado de Deus e agiu.
Muitas vezes nós passamos horas desperdisando nosso tempo com palavras e, muitas delas vãs, mas se antes de falar traçassemos uma estratégia a História de nossa vida seria diferente.
Nossa vida
Muitos trabalhos que tinham tudo para ser o melhor da sua vida, ficou para trás, simplesmente porque você passou mais tempo reclamando do chefe abusivo e mandão do que trabalhando na sua estratégia. Chefe tem que mandar, é a função dele, não lute contra o óbvio. Trabalhe para agradar você mesmo e dê seu melhor e até aquele chefe mandão vai se rasgar de elogios por seus resultados.
Muitos estudantes estão revoltados com a falta de investimento na Educação, ma snão sabe ver no deserto da mesmice, o oásis da sabedoria que é o professor chato, que cobra demais.Se parar de reclamar como faz a maioria e aprender, vai surpreender-se com os resultados.
Muitos casamentos estão fadados a acabar, simplesmente porque um dos dois determinou que o outro é cabeça dura. Tem sempre alguém acreditando que fez tudo para restaurar a relação, mas o principal ainda não fez. Não assumiu que a falência se deu por sua própria culpa. Sim, porque você casa com o José da Esquina e quer que ele se transforme no Principe Encantado. 
Acorda gente, o tal Principe Encantado nem tem nome. Deve ser um chato de galocha porque ainda tem aquele cavalinho branco que não combina com nossa época. E detalhe: Você não é Princesa!
Você é uma mulher de outro século, tem outras necessidades. Esqueça as picuinhas e resolva seus problemas com honestidade. Abra os olhos. A maioria dos homens deixam as toalhas em cima da cama e a culpa não é da mãe dele. Eles esquecem-se de erguer a tampa do banheiro, então deixe ela levantada você.
Nem todo mundo levanta da mesa e coloca o prato na pia. Não é só ela que esquece de espremer a pasta e, outra coisa, já inventaram a pasta líquida. O tubinho é diferente, nem precisa espremer para voltar a forma original. E outras coisas minusculas que dá para esquecer, deixar passar batido. Tem gente que reclama tanto, que passa a ilusão de que é de fato infeliz e, pior, acaba acreditando.
Passa a viver de forma a convencer ao mundo que é infeliz. 
Na maioria da svezes, são pessoas que investem em sua própria infelicidade, em todas as esferas da vida. Acorda gente!
Acorda logo! Ser Coadjuvante ou Protagonista é uma escolha sua. Afinal a vida é sua. Atue nela com garra, mostre a que veio e faça algo novo. Comece acreditando que pode mudar você mesma como pessoa e ai vai conseguir mudar a situação.
Levante, arrume sua vida, limpe as gavetas da memória, tire de lá tudo o que te desagrada e te faz mal e vai à luta.
Trace um plano novo. Mas trace mesmo! Escreva, desenhe e coloque à frente de seus olhos. Pois você vai precisar dele sempre. Quando sentir que a traiçoeira e mentirosa ideia de fracasso esta voltando, apresente-lhe sua estratégia e manda chumbo no desanimo.
Afinal, se fosse uma amizade ou um trabalho que te agradasse, você iria investir tudo e dar o seu melhor. Então dê o seu melhor. Faça algo novo. Se todas as suas estratégias falahrem, risque outra, afinal a sua bela cabecinha esta ai para isto.
Comece hoje a ser como esta mulher exemplar. Não mostre aos outros a sua estratégia, não conte aos outros sua intenção, mais lute por tudo o que acredita. Esqueça principes e princesas e vai a vida, lutar pela vida, por seus ideais. Afinal, a vida sem luta não vale memso a pena. Corre atrás, mexa o que tiver que mexer para trazer alegria à sua vida e vai descobrir o prazer que é lutar dia a dia por algo que se acredita.
Ester viveu sua vida como coadjuvante, simplesmente porque entendia que um dia iria protagonisar algo espetacular. E viveu para isto. Ela não sentou e chorou seu destino. Ela aproveitou sua história comum, igual a de muitas outras que viviam no palácio e cresceu. Sua postura, sua garra estavam encrustrada nela, mais que sua beleza. Foram suas qualidades que conquistaram o coração do duro e impenetrável Assuero. São suas qualidades que fizeram de você o que você é. Então utilize-as pois a beleza passa, mas as marcas de seu caráter permanecem para sempre. S evocê é uma pessoa forte e determinada, já esta no caminho, agora entre na batalha da vida com as mangas arregaçadas e lute para que sua vida seja diferente, seja muito melhor.

Na vida, na fé,na vida espiritual, no amor e em tudo, o que vale é ter  uma boa estratégia. Se você tem oportunidade, mas não está preparado, acaba tudo. Mas quem esta sempre traçando nosovos projetos e investindo nele, alcança a vitória.

 Em resumo, Na vida, enfrentar problemas é inevitável, sermos derrotados por eles é opcional

A Oração da maçaneta

Oração da maçaneta

Não há mais bela música
que o ruido da maçaneta da porta
quando meu filho volta para casa.

Volta da rua, da vasta noite,
da madrugada de estranhas vozes,
e o ruido da maçaneta
e o gemer do trinco,
o bater da porta que novamente se fecha,
o tilintar inconfundível do molho de chaves
são um doce acalanto,
uma suave cantiga de ninar.

Só assim fecho os olhos,
posso afinal dormir e descansar.

Oh! a longa espera,
a negra ausência,
as histórias de acidentes e assaltos
que só a noite como ninguém sabe contar!

Oh! os presságios e os pesadelos,
o eco dos passos nas calçadas,
a voz dos bêbados na rua
e o longo apito do guarda
medindo a madrugada,
e os cães uivando na distância
e o grito lancinante da ambulância!

E o coração descompassado a pressentir
e a martelar
na arritmia do relógio do meu quarto
esquadrinhando a noite e seus mistérios

Nisso, na sala que se cala, estala
a gargalhada jovem
da maçaneta que canta
a festiva cantiga do retorno.
E sua voz engole a noite imensa
com todos os ruídos secundários.
-Oh! os címbalos do trinco
e os clarins da porta que se escancara
e os guizos das muitas chaves que se abraçam
e o festival dos passos que ganham a escada!
Nem as vozes da orquestra
e o tilintar de copos
e a mansa canção da chuva no telhado
podem sequer se comparar
ao som da maçaneta que sorri
quando meu filho volta.

Que ele retorne sempre são e salvo,
marinheiro depois da tempestade
a sorrir e a cantar.
E que na porta a maçaneta cante
a festiva canção do seu retorno
que soa para mim
como suave cantiga de ninar.

Só assim, só assim meu coração se aquieta,
posso afinal dormir e descansar.

Gióia Júnior

Não há amor maior

 Um amor maior que tudo!

Deus amou de tal modo o mundo que deu seu Filho Único para que todos os que Nele creem não pereça, mas tenha a vida Eterna (João 3-16).
De todas as Histórias de Amor, a que mais se conta não é de fada ou mesmo Romeu e Julieta. A História de Amor mais contada no mundo não teve um final feliz como o esperado, mas embora tenha tido sim um grande drama e até traição, não é uma história triste.

Na verdade é a História do Amor de Deus. Diz a Palavra que “As misericórdias de Deus são as causas de não sermos consumidos (Lamentações 3)” e estas misericórdias nos alcançou mesmo não sendo merecedores.

Quando Jesus deixou sua Glória e assumiu sua forma humana pelo nascimento, estava também aceitando tomar sobre si nossas dores e enfermidades. Mas suas dores foram além quando ele aceitou morrer por nós, mesmo Ele sendo inocente. Ao vir a este mundo e aceitar morrer por nós em uma cruz, Ele diz que estava morrendo por seus amigos. Sim, Jesus disse estava morrendo por seus amigos.
Só que não foi apenas por amigos, foi também por pessoas que não queriam salvação. Sim, Jesus entregou-se por amor a muitos, mas durante séculos muitos tem rejeitado este sacrifício.
Jesus derramou seu sangue por amor de pessoas que se quer aceitam sua história como verdadeira, mas mesmo sabendo de tudo, não mudou seu projeto inicial.

I Pedro 2-9 afirma que somos especiais para o Senhor : “Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” Separados como eleitos pelo Senhor, podemos viver e conhecer seu amor. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5-8)  diz a Palavra. É este o amor dado a nós.

Você precisa prestar atenção no prêmio que ganhamos do Senhor que possamos sim, glorificar a Deus por sua graça e misericórdia.
Só que para fazermos parte desta História de amor, é necessário que o aceitemos. Afinal, Jesus disse: EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA. Com sua morte, Jesus tornou possível que possamos chegar a Deus através de Jesus. Aceitando-o como Salvador, crendo em sua palavra, entendendo que Ele se entregou para nos dar a vida eterna, por isso está escrito “Há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo homem, que se deu em resgate por todos”  (Timóteo 2:5 e 6).
Existe uma história que fala de amor incondicional também, é sobre a doação de sangue que aconteceu em um vilarejo vietnamita. Leia e medite no que é doar a vida por alguém, foi isto que Jesus fez por nós!

Não Há Amor Maior

Qualquer que fosse seu alvo inicial, os tiros de morteiros caíram em um orfanato dirigido por um grupo missionário na pequena aldeia vietnamita. Os missionários e uma ou duas crianças morreram imediatamente e várias outras crianças ficaram feridas, incluindo uma menininha de uns oito anos de idade.

As pessoas da aldeia pediram ajuda médica de uma cidade vizinha que possuía contato por rádio com as forças americanas. Finalmente, um médico e uma enfermeira da Marinha americana chegaram em um jipe apenas com sua maleta médica. Determinaram que a menina era a que estava mais gravemente ferida. Sem uma ação rápida, ela morreria por causa do choque e da perda de sangue.

Uma transfusão era imprescindível e era necessário um doador com o mesmo tipo sangüíneo. Um teste rápido revelou que nenhum dos americanos possuía o tipo correto, mas vários dos órfãos que não haviam sido atingidos tinham.

O médico falava um pouco de vietnamita simplificado e a enfermeira possuía uma leve noção de francês aprendido no colégio. Usando essa combinação, juntos e com muita linguagem de sinais improvisada, eles tentaram explicar para a jovem e assustada platéia que, a não ser que pudessem repor uma parte do sangue perdido da menina, ela com certeza morreria. Então perguntaram se alguém estaria disposto a doar um pouco de sangue para ajudar.

Seu pedido encontrou um silêncio estupefato. Após longos momentos, uma mãozinha lenta e hesitantemente levantou-se, abaixou-se e levantou-se novamente.

– Oh, obrigada – disse a enfermeira em francês. – Qual é o seu nome?
– Heng – veio a resposta.

Heng foi rapidamente colocado em um catre, os braços limpos com álcool e uma agulha inserida em sua veia. Durante toda a penosa experiência, Heng permaneceu tenso e em silêncio.

Depois de algum tempo, ele soltou um soluço trêmulo, cobrindo rapidamente seu rosto com a mão livre.

– Está doendo, Heng? – perguntou o médico.

Heng balançou a cabeça, mas, após alguns instantes, outro soluço escapou e mais uma vez ele tentou esconder o choro. Novamente o médico perguntou se a agulha o estava machucando e novamente Heng balançou a cabeça.

Porém agora seus soluços ocasionais haviam dado lugar a um choro constante e silencioso, seus olhos apertados, o punho na boca para abafar seus soluços.

A equipe médica estava preocupada. Algo obviamente estava muito errado. Nesse momento, uma enfermeira vietnamita chegou para ajudar. Vendo o sofrimento do pequeno, ela falou rapidamente com ele em vietnamita, escutou sua resposta e respondeu-lhe com a voz reconfortante. Após um instante, o paciente parou de chorar e olhou interrogativamente para a enfermeira vietnamita. Quando ela assentiu, um ar de grande alívio se espalhou pelo rosto do menino.

Olhando para cima, a enfermeira contou calmamente para os americanos:

– Ele achou que estava morrendo. Entendeu errado. Achou que vocês haviam pedido que ele desse todo o seu sangue para que a menina pudesse viver.

– Mas por que ele estaria disposto a fazer isso? – perguntou a enfermeira da Marinha.

A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta para o menino, que respondeu simplesmente:

– Ela é minha amiga.

COL. JOHN W. MANSUR
Extraído de Thé Missileer

No deserto: A intimidade com Deus – Oséias 2-14

No deserto: A intimidade com Deus – Oséias 2-14

Profeta que não tem medo de falar, passa no deserto cantando

Era quase meia noite, estando Paulo na prisão, preso junto a Silas,mas eles cantavam e o Senhor se fez presente naquele lougar.
José, memso na prisão não deixava de acreditar em seus sonhos: Copeiro, lá fora, não se esqueça de mim.
Paulo foi apedrejado e jogado fora de uma cidade por julgarem-no morto.
Jó perdeu tudo, mas não deixou de cre.
Jesus foi levado a cruz, em grande sofrimento.

E tem gente que acredita que quem sofre está errado? Que Deus não é por ele?

Conheci um pastor, Fabio Danilo,  muito bem humorado, que tem uma definição bacana para este pregadores que vivem de profetizar chaves: profeta chaveiro.

É tanta chave que se abrisse uma empresa especifíca, quebrava a Papaiz, Pado e outras do gênero.

Estamos precisando de profetas como os da antiguidade, homens compromissados com o Evangelho da Verdade. Afinal Jesus disse:“Eu sou o Caminho, a VERDADE e a vida”. Os profetas que vieram antes de nós eram homens compromissados com o Deus a uem servia e não com os homens que os cercavam. Profeta na Bíblia só combatia pecado e entregava o que Deus mandava,se Deus mandavafalar de benção falava benção, se fosse cajado, entregavam o cajado: Ezequias arruma a casa porque vai morrer – disse Isaias ao rei de Israel. Acabe nao vai chover – disse Elias a outro rei, este um fascínora, assassino, invejoso e idolatra.
Samuel quando desceu a cidade de Jessé para ungir Davi, perguntaram para ele: É de paz sua vinda. Isto porque? Pelo medo que as pessoas dali tinham dos profetas. Não adianta mudar o foco desta Palavra, querer dizer qualquer outra coisa sobre esta pergunta feita por Jessé é desconhecer quem de fato era o Profeta e Sacerdote Samuel.
Esta pergunta foi feita extamente porque Jessé conhecia Samuel, sabia que já havia dado um cajado em Saul, quando o rei desobedeceu a ordem de Deus e levantou o sacrifício: Saul o que fizeste, tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrificios em que se obedeça a Sua voz (…) o obedecer é melhor que sacrificar. Este mesmo Samuel ja havia matado um rei com sua propria espada, também em uma desobediência de Saul.
O povo temia Samuel porque sabia que qualquer coisa que Deus dissesse a ele, Samuel não exitaria em fazer.
Sabiam que sua comunhao com Deus era inquestionável, se ele entrasse na cidade para dizer que iria haver guerra todos estariam perdidos. Sabiam que era Deus quem falava através da vida de Samuel. Daí a razão da pergunta: “Samuel, é de paz sua vinda?”
Os pregadores da atualidade – os chaveiros – porque não sabem o poder de dizer a Palavra da verdade saem por ai pregando mentiras, usando o púlpito para alimentar o ego alheio com todas as promessas, que em sua maioria não se cumprirão. Milagre em sua essência é por si só raro. Deus esta presente nas pequenas coisas, no nosso cotidiano. Hoje profeta prefere ser chaveiro, dado a posição comoda, é mais fácil e mais bonito,mantêm-se em evidência.
Falar a verdade gera consequências radicais, e poucos são os que querem te-las sobre si. Quem é que está disposto a ir a cova dos leões, a fornalha de fogo ardente, ninguém suporta a idéia de viver cativo como Ezequiel, ninguém quer sofrer perseguição por falar a verdade, ser lançado no poço como Jeremais?
 Assim fica mais fácil criar fábula e ficar dizendo que as chaves estão caindo do céu como chuvas.
Sabe qual o resultado disto? O que eles estão gerando?
Estão criando uma geração de crentes depressivos, que não suportam passar por provações, que vivem tentando colocar Jesus contra a parede com suas mesquinharias.

Sou testemunha viva de que estamos vivendo esta época, da geração depressiva.Um dia uma pessoa me disse que Deus não era na minha vida, porque me acidentei, porque, segundo a pessoa, meu deserto era longo. Ou Deus não estava comigo ou eu tinha pecados escondidos.

Pergunto-me, quando ouço um destas aberrações este povo não lê a Bíblia?
Elias foi viver num deserto, foi alimentado por anjos, viúva e corvoa – não necessariamente nesta ordem,mas desta foma. Ezequiel viveu em comunhão com Deus, mesmo vivendo no cativeiro, Daniel, um nobre, foi levado cativo a Babilônia e lá viveu todos os dias de sua vida, como eunuco, não tinha direito nem de ter um lar, sua semente acabou-se,as seu nome permanece, Jeremias sofreu, apanhou, recebeu afrontas.
Em Oseias 2-14 esta escrito que Deus nos leva para o deserto para falar conosco.Isto porque em nosso dia a dia acabamos sim afastados de Deus. Mesmo que não sejamos engolidos pelas trivialidades humanas, perdemos o foco em nosso ministério pessoal, vamos acumulando tarefas e quando percebemos estamos  sim, desfocados.
Então Deus nos permite visitar o vale, conhcecer
desertos, onde às vezes, até as miragens não nos
aliviam a sede.
No deserto ou você fala com Deus, ou com os cactos da estrada empoeirada, com corvos que voam esperando o próximo corpo que vai cair para alimenta-lo, ou, no Brasil, com o grande e magnífico  mandacaru.

Hoje no Estadão – quando o assunto é Consulado Americano

Publicado em O Estado de S. Paulo

[Caderno Aliás, A Semana Revista],

domingo, 6 de fevereiro de 2011, p. J6.

Você é bom, mau ou feio?

José de Souza Martins*

Em 2005, o consulado americano em São Paulo adotou uma classificação moral dos postulantes a vistos temporários de trabalho nos EUA: bons, maus e feios. Essa informação está em documentos revelados pelo WikiLeaks e divulgados pela Folha de S. Paulo. “Bons” seriam os jovens de classe média, com bom nível de escolaridade, que vão para trabalhar em hotéis, cassinos, estações de esqui, para ganhar dinheiro e aprimorar o conhecimento da língua inglesa. Não raro, gente que aqui se recusaria a varrer a calçada da própria casa e que lá se dispõe até mesmo a lavar privadas. “Maus” seriam os que maliciosamente já tem conexões nos EUA, parentes ou amigos que lá vivem ilegalmente, que para lá vão para se tornarem novos ilegais, vão para ficar. Não diz o cônsul, que vão para trabalhar em serviços que os próprios americanos recusam.

Tampouco diz o cônsul que inventou a classificação, com base no filme “Três homens em conflito”, que a ilegalidade laboral não é propriamente nociva à economia e à sociedade americanas: faz parte de um sistema de rebaixamento e barateamento da força de trabalho em certas ocupações. Sem os ilegais, muitas famílias ficariam sem a empregada doméstica barata.

“Feios” são os descuidados, pobres e desesperados. No fundo, o rejeito humano criado pelos desenraizamentos decorrentes da globalização da economia, pela extinção de empregos e profissões no país nativo, pelo desenvolvimento econômico socialmente excludente, pela morte social precoce dos que ficam sem alternativa de inserção na economia moderna. São os órfãos de um desenvolvimento econômico regulado pelo ritmo e pelas demandas dos países que polarizam a economia globalizada, que, continuamente, tornam obsoletos amplos setores da economia dos países de ritmo mais lento de desenvolvimento. Basta fazer uma excursão pela região metropolitana de São Paulo, sobretudo ao longo das ferrovias, para ver uma sucessão de ruínas de antigas indústrias, que há 60 anos fervilhavam de trabalhadores, no que era praticamente um regime de pleno emprego. Tudo vazio e em silêncio.

A classificação adotada pelo consulado é debochada e cruel. É verdade que se trata de uma classificação para uso interno, que não chega ao conhecimento de suas vítimas. Revela o parâmetro oculto de julgamento de pessoas avaliadas face a face no guichê de obtenção de vistos, que dali saem convencidas de que a rejeição assinala um defeito que é seu e não da sociedade para a qual pretendem ir.

Em duas ocasiões tive a oportunidade de presenciar o modo como, no consulado americano, é feita a triagem de quem pode ou não pode viajar para aquele país, até mesmo como simples turistas. Numa certa época, no preenchimento do formulário de pedido de visto, o interessado devia declarar cor e confissão política. Qualquer um sabia que os funcionários consulares queriam saber se o candidato à viagem era negro e/ou comunista. Uma família de mulatos claros, de classe média, bem vestidos, pai, mãe e dois filhos adolescentes, empacou diante da pergunta da cor. Um dos adolescentes perguntou ao pai “de que cor nós somos, papai?” Como ainda não havia, no Brasil, a discriminação instituída pelas cotas raciais, aquela família não recebera o benefício do carimbo na testa para definição de sua raça. O pai vacilou, pensou um pouco e sentenciou: “Morenos! Escreve aí que você é moreno.” Não sei se conseguiram o visto para viajar a um país em que quem escapa de branco é negro. Quando chegou a vez de uma jovem bem vestida, mulata, o cônsul, negro retinto, fez-lhe várias perguntas sobre seu trabalho. Era artista, explicou ela. Rindo ostensivamente, disse-lhe ele, em inglês, que não ia dar-lhe o visto. E despachou-a.

Mas os brancos também tem a sua cota. Um pequeno grupo de moças que, pela conversa, eram amigas e trabalhavam na mesma empresa, havia feito severa economia durante um ano inteiro para comprar a passagem e visitar a Disneyworld. Ao saber qual era seu emprego e salário, recusou-lhes o cônsul o visto solicitado apenas para ir ver o Mickey Mouse, o Pato Donald e o Pateta. Até hoje não entendi por que a Disneyworld, montada na Flórida especificamente para atrair os latinoamericanos que gostam de ouvir pato, rato e cachorro falarem inglês, não proclama a independência, não cria um estado livre associado, como Porto Rico, e não estabelece seu próprio sistema consular, emitindo seus próprios vistos. Sem contar que o sistema americano, pelo que se vê, é completamente falho: os terroristas envolvidos no ataque do 11 de Setembro, pela nomenclatura adotada em São Paulo, seriam classificados como “bons”. Obtiveram facilmente o visto para ingressar nos Estados Unidos e fazer o que fizeram.

O problema não é exclusivamente americano. Outros países adotam cautelas mais ou menos cômicas para selecionar desejáveis e indesejáveis. Vivem uma contradição, pois são países que dependem e muito do dinheiro dos turistas, caso da Espanha. E dependem, também, do trabalho barato e ilegal de bons, maus e feios.

Colaboração: Professor José de Souza Martins

* Professor Emérito da Universidade de São Paulo. Dentre outros livros, autor de A Sociabilidade do Homem Simples (Contexto, 2008), Sociologia da Fotografia e da Imagem (Contexto, 2008),  A Aparição do Demônio na Fábrica (Editora 34, 2008), O Cativeiro da Terra (Contexto, 2010).

Filme de Moises – Grupo de Crianças IEQ

Pessoal

Fiquei encantada com este vídeo que encontrei na internet. Muito lindo!
É uma dica magnífica para trabalhar na igreja com as crianças. Eles se sentirão melhor integrado no seu grupo.
É uma experiência tão válida como as encenações teatrias que já são comuns entre nós líderes infantis, mas no caso do filme dá para usar todas as crianças disponíveis.
Shalon